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Polícia Militar faz seminário em Teresópolis para capacitar tropa a lidar com intolerância religiosa.

O seminário reuniu autoridades e lideranças religiosas que participaram dos debates.

08/05/2022 às 16h41
Por: Rayan Araújo — ND1 Teresópolis / Petrópolis Fonte: G1 - Região Serrana
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Foto: Pmerj/ Divulgação
Foto: Pmerj/ Divulgação

Teresópolis, na Região Serrana do Rio, recebeu, na tarde desta quinta-feira (5), o 1º Seminário de Proteção à Liberdade Religiosa. O objetivo do evento foi capacitar os policiais militares a lidar com as diversas formas de intolerância religiosa, tanto para prevenir quanto para coibir ações violentas motivadas por divergências de crenças.

 

Iniciativa inédita na área de segurança pública, o “Programa de Proteção à Liberdade Religiosa Cel PM Jorge da Silva” foi lançado em fevereiro pela Secretaria de Estado de Polícia Militar, designando o 30º Batalhão de Polícia Militar (Teresópolis) para desenvolver o projeto-piloto em todo o estado.

O novo programa com o nome do Coronel Jorge Da Silva, a SEPM presta uma justa homenagem a um dos oficiais responsáveis por levar a democracia para dentro das polícias militares estaduais e um precursor da defesa ao direito da liberdade religiosa.

Durante o seminário, que aconteceu no Hotel SESC Alpina, foram discutidas as primeiras experiências dos policiais militares do 30º BPM em ações voltadas para coibir manifestações e crimes motivados por intolerância religiosa. Também participaram dos debates, como protagonistas do programa, lideranças religiosas de mais variadas matrizes que atuam na Serra do Rio.

As discussões foram acompanhadas por oficiais e praças de unidades operacionais da Polícia Militar da Região Serrana, da Baixada Fluminense, do Leste Fluminense e do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv).

Responsável pela condução do projeto piloto, o comandante do 30º BPM, coronel Alex Marchito Soliva, que apresentou o ponto de partida para capacitar a tropa a atuar no enfrentamento a esta importante demanda da área de segurança pública.

A intolerância religiosa está prevista no Código Penal, mas, por falta de conhecimento, não é reconhecida pela sociedade como um crime muito grave. Essa falta de conhecimento acaba contribuindo para a subnotificação dos casos e, consequentemente, prejudica a capacidade das instituições da área de segurança e do Poder Judiciário a enfrentar o problema.

Segundo a polícia, muitos crimes graves, como homicídios, têm origem na intolerância religiosa.

Segundo o ISP, em 2021 foram registrados 1.564 casos de intolerância religiosa no estado do Rio de Janeiro, que corresponde uma média de 4 casos por dia. Um aumento de 11,7% em relação ao ano de 2020.

 

 

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