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Brasil chega a quase 4 mil mortes, Manifesto de Presidenciáveis do Centro, depoimento do prefeito de Mongaguá

Veja as principais notícias da semana que estiveram em destaque nos principais meios de informação.

01/04/2021 às 08h23
Por: Redação ND1
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UTIs seguem lotados Brasil a Fora / Reprodução / EBC
UTIs seguem lotados Brasil a Fora / Reprodução / EBC

A instabilidade provocada pelas mudanças feitas pelo presidente Jair Bolsonaro no Ministério da Defesa e no comando das Forças Armadas conseguiu o que até então parecia impossível, unir seis presidenciáveis da centro-esquerda à centro-direita em torno de uma causa comum.

Os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandeta (DEM), os governadores do São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos do PSDB, o candidato do Novo em 2018, João Amoêdo, e o apresentador Luciano Huck, que ainda não se lançou oficialmente, assinaram um manifesto em defesa da democracia e da Constituição e contra o autoritarismo. (Estadão)

“A conquista do Brasil sonhado por cada um de nós não pode prescindir da Democracia. Ela é nosso legado, nosso chão, nosso farol. Cabe a cada um de nós defendê-la e lutar por seus princípios e valores”, diz o manifesto. “Não há Democracia sem Constituição. Homens e mulheres desse país que apreciam a LIBERDADE, sejam civis ou militares, independentemente de filiação partidária, cor, religião, gênero e origem, devem estar unidos pela defesa da CONSCIÊNCIA DEMOCRÁTICA. Vamos defender o Brasil.” (Trecho do Manifesto).

Os próprios signatários e outros políticos que participaram da elaboração do manifesto avaliam que ele é o primeiro passo para a construção de uma candidatura única em 2022. Visto como parte da polarização política, o ex-presidente Lula (PT) não foi convidado para assinar o documento. (Globo)

A união do centro vem numa péssima hora para Bolsonaro. Segundo pesquisa do PoderData, o governo é rejeitado por 59% dos brasileiros, e o presidente é considerado ruim ou péssimo por 53%. Entretanto, 33% aprovam o governo e 26% consideram Bolsonaro ótimo ou bom. (Poder360)

O Ministério da Defesa anunciou ontem os novos comandantes das Forças Armadas, todos com experiência nas gestões anteriores. Apesar das especulações dos últimos dias, Bolsonaro respeitou o critério de antiguidade, de forma a reduzir atritos. Os perfis são variados. Para o Exército, foi o general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, que já defendeu publicamente medidas de isolamento social criticadas pelo Planalto. Para a Marinha, o almirante Almir Garnier, próximo da gestão anterior na Defesa, mas visto como bolsonarista moderado. Na FAB, o brigadeiro Carlos Almeida Baptista Jr., próximo do bolsonarismo.

Gerson Camarotti: “O nome do general Oliveira foi recebido com uma discreta comemoração entre generais da ativa e da reserva. A aposta é que o general vai blindar a força de qualquer tentativa de engajamento político.” (G1)

E, no que foi classificado como “um vacilo” da base governista, a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara convocou o novo Ministro da Defesa, Walter Braga Netto, para dar explicações sobre a compra de itens como picanha e cerveja puro malte pelas Forças Armadas. Mas é certo que os deputados vão interrogá-lo sobre as mudanças no comando da tropa. (Poder360)

Terminou em divergência a primeira reunião do comitê criado por Jair Bolsonaro para discutir medidas contra a pandemia de Covid-19. Os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, defenderam as medidas de restrição social e recomendaram que as pessoas ficassem em casa. Já Bolsonaro, mais uma vez, condenou os lockdowns, disse que “as pessoas querem trabalhar” e comparou as medidas tomadas por estados e municípios a um estado de sítio, o que foi considerado “uma aberração” por juristas. (UOL)

Sob o apoio de Lira, a Câmara quase aprovou um projeto que jogaria para o contribuinte a fatura da importação por empresas de vacinas para seus funcionários. Pelo projeto, as empresas poderiam abater integralmente do imposto de renda o gasto com a importação. Com a reação negativa, a deputada Celina Leão (PP-DF) apresentou um substitutivo sem o mimo aos empresários. (Folha)

O governo federal teria pago mais de R$ 1,3 milhão para que 19 influenciadores digitais fizessem propaganda do “tratamento precoce” contra a Covid, que não tem respaldo científico. (Agência Pública)

E viralizou nas redes sociais um vídeo em que o prefeito da cidade paulista de Mongaguá, Márcio Melo Gomes (Republicanos), responde à acusação de lojistas e donos de academias de que queria “quebrar a cidade” com um lockdown. Emocionado, Gomes lembrou ser ele mesmo comerciante, assim como o pai e o irmão, acrescentando que seu maior desejo era que, após a live, ouvir dos dois que seus negócios quebraram. Não vai acontecer. O pai e o irmão morreram de Covid-19. (G1)

Com a Covid-19 fora de controle, o Brasil se aproxima do número assustador de quatro mil óbitos diários. Segundo dados consolidados pelo consórcio de veículos de comunicação, ontem houve 3.950 vítimas fatais, elevando o total a 321.886, com novo recorde também na média móvel em sete dias: 2.971. E tem mais. Março foi o mês mais mortífero da pandemia no país, com 66.868 motos, mais do que a soma dos piores meses até então, julho de 2020 (32.912) e fevereiro deste ano. (30.484)

Até ontem, 788 pessoas aguardavam em todo o país uma vaga em UTI para Covid. A situação é generalizadamente grave, pois 19 capitais estão com ocupação desses leitos acima de 90%, sendo que não há mais vagas em Campo Grande, Rio Branco, Porto Alegre, Curitiba e Porto Velho. (Folha)

E conseguir vaga na UTI não é garantia de cura. Segundo o projeto UTIs brasileiras, 29,7% dos pacientes de Covid em unidades de tratamento intensivo da rede privada morrem. Na rede pública, o cenário é ainda pior: 52,9%. (Poder360)

Ah, o governo de São Paulo informou ter identificado em Sorocaba o primeiro caso no país da variante sul-africana do Sars-Cov-2, mais resistente a vacinas. (Globo).

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