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Política Bolsonaro

Bolsonaro usa aquilo que temos de pior, contra nós mesmos.

Colunista aborda estratégias de Bolsonaro para se manter como líder da extrema-direita no Brasil. Á tática é simples, para muitos o que vou falar pode soar como insanidade.

05/03/2021 às 20h07 Atualizada em 06/03/2021 às 01h14
Por: Luciano Clementino
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O bem e o mal / Reprodução / Internet
O bem e o mal / Reprodução / Internet

Olá! tudo bem? Gente, vocês já ficaram surpresos, assustados, e até mesmo aterrorizados quando aquela pessoa recatada, aparentemente de bem e inserida sobre o modelo da família honesta tradicional Brasileira, que também é  de pouco falar, que as vezes passa imperceptível diante de todos, e do nada vem e declara ter votado no Bolsonaro?.

E apesar de tudo em curso ainda decreta apoio a ele, e voto em possível reeleição?

Pois bem, vamos tentar identificar o contraditório desse eleitor camuflado diante do comportamento atitudes e ações do Presidente da República.

Pois bem, não sei você, mas comigo de cara penso. Nossa! Fulano de tal é um Bolsonarista! Não vou entrelaçar essa situação ao fato de a pessoa ser evangélica, católica, extremamente conservadora ou não, acredito que o que estamos enfrentando é além e mais assustador que isso.

O ser Humano por Natureza já tem carregado em seu DNA aquilo que muitos chamam de Demônios, cada um tem seus próprios Demônios, queiram sim ou não. Mesmo que não admitimos é desse jeito, as lutas e conflitos em virtude do certo e errado, bem e o mal é diária na vida de todos.

É fato, que não nos conhecemos na íntegra, e estamos pretensos a nos contrariar fazendo verdadeiras aberração acreditem isso é assustador e possível.

Conhecedores disso, agentes políticos maquiavélicos com ambições além de nossas compreensões decidiram conquistar adeptos e verdadeiros exércitos de seguidores, alguns são verdadeiros escravos mesmo. Á tática é simples, para muitos o que vou falar pode soar como insanidade.

Mas acreditem! Não é.

É só você começar a observar com atenção e avaliar tudo com cuidado que você chegará ao óbvio sobre este tipo de gente.

Os Conquistadores, regimentam políticos e os instrui a segui um script que tem um manual do que este político vai fazer e falar.

Então no caso, ou seja, no nosso caso tem ocorrido assim.

O político fala e faz tudo aquilo de mal que a maioria de integrantes da população nesse contexto tem vontade de falar e fazer.

Acreditem, tem muita gente querendo matar roubar e destruir, mas não tem condições para isso, mas quando Bolsonaro ou outro vem fala e faz aquilo que eles mesmos sabem no fundo ser errado pronto. Está aí, esse é o meu Presidente meu deus mito.

Esse tipo de gente que nos assusta, em muitos casos é sociopata. Foi justamente assim que políticos chegaram aonde chegaram e Bolsonaro também chegou.

"Você perguntava para as pessoas qual era o atrativo dele e a conversa era sempre 'Ah, ele fala o que todo mundo pensa'. Aí você apontava para alguma coisa que ele tinha dito, dizia que era grave, e recebia como resposta: 'Ah não, mas ele está só brincando'", afirma. "Ou seja, é a figura que ao mesmo tempo fala o que todo mundo está pensando e está só brincando, a figura do troll, justamente, que está sempre nesse jogo dúbio, entre o que é brincadeira e o que deveria ser sério."

"Ele está sempre introduzindo temas que são 'polêmicos' — que na verdade são comentários racistas, homofóbicos ou machistas etc. —, e a reação [de indignação] provocada atrai atenção para ele, isso lhe dá visibilidade pois alimenta quem consome sua lavagem.

Não se deveria misturar família com política, público com privado, negócios de Estado com religião. Um presidente pode ser excelente pai e péssimo líder. Pode ocorrer também o contrário. Mas numa sociedade moderna ninguém deveria ter nada com isso e cuidar de sua vida, deixando os negócios públicos para o momento adequado.  Numa eleição, trata-se de escolher o governante, não um chefe de família. No entanto, foi o próprio Jair Messias Bolsonaro que abriu a porteira para essa aproximação e comparação indevida.

Afinal, família para ele é mais que um núcleo de pessoas do mesmo sangue e unidas pelo afeto, é sua principal bandeira moral e política. Além disso, foi ele quem trouxe os filhos, numerados de um a quatro, para a proa do debate público. O eleitor escolheu um Bolsonaro e levou quatro de contrapeso. Já consagrado como o pior presidente da história brasileira e liderando a relação internacional do mais despreparado e tóxico líder contemporâneo, Jair não precisa mais ter suas limitações de homem público expostas. Sua conduta na crise sanitária do país tem rendido a ele a repulsa universal, o que escorre, infelizmente, para o povo brasileiro, que assume a posição de pátria do qual se deve manter distanciamento. 

De boca própria, ele mesmo já afirmou que preza a ditadura e os torturadores, que não liga para vidas perdidas e que negros e quilombolas devem ser pesados em arrobas. Não acredita na ciência, detesta cultura e tem amor pelas armas. Incapaz de argumentos lógicos e discursos civilizados, destaca-se pela grosseria. Meio ambiente para ele é excremento de fóssil que atrapalha os negócios. A lista segue – e só piora –, infelizmente sem novidades.  É como pai, no entanto, que o homem Bolsonaro se mostra pior do que parece como presidente. Ele não fez bem seu dever de casa. Suas crias são problemáticas, cheias de ódio e outros defeitos de caráter, além de envolvidas seguidamente em malfeitos pelos quais respondem a investigações e processos. Sem espelho doméstico, fizeram o que estava ao alcance e repetiram padrões aprendidos em casa.

O senador Flávio, que puxa a fila, está envolvido com rachadinhas de seu tempo de deputado estadual no Rio de Janeiro. Tinha o sumido Queiroz como assessor, entre outros nomeados que ostentam mais itens na folha corrida do que no currículo, inclusive proximidade com milícias. Orgulhoso dos seus funcionários, condecorou até mesmo um servidor que estava preso. Zero - um tem rendimentos acima de seus proventos, responde a inquéritos diversos e levou o pai a criar uma crise institucional para obstruir investigações legítimas.

O zero-dois, Carlos, candidamente apelidado de Carluxo, é ponta de lança no esquema das fake News, comandante de esquadrão de ameaças virtuais a opositores e gerente do chamado “gabinete do ódio”. Vereador pelo Rio de Janeiro, é visto mais em Brasília do que na cidade que o elegeu. Tem, como o pai, dificuldade de se expressar, embora tente. Suas postagens são um desafio à decifração.

Eduardo, deputado federal por São Paulo, já fritou hambúrguer nos Estados Unidos e quis voltar à América como embaixador. Gerou uma crise internacional e um vexame familiar. Exibe armas, conspira abertamente contra a democracia e já ameaçou invadir o STF com um soldado raso e um cabo. O zero-três gosta de atacar jornalistas e já decantou a necessidade de um novo AI-5. Nos últimos dias, falou em ruptura iminente e medidas extremas para ferir o Supremo Tribunal Federal. “Não é questão de se, mas de quando”, disse no estilo Carluxo de ser.

O zero-quatro, Renan, ainda é jovem e não tem cargo político. Surgiu publicamente quando o pai enalteceu seus dons de sedutor no enclave onde mora. O filhão, para orgulho do paizão, “ficou” com todas as moças do condomínio, inclusive com a filha de um vizinho. Coincidentemente, trata-se de policial militar acusado de matar a vereadora Marielle Franco. Inconsequente, Renan já foi banido de uma rede social depois de negar a gravidade da Covid-19. O rapaz saiu aos seus.

Os quatro garotos, como a eles se refere o pai, herdaram, não roubaram. Jair foi deputado ausente por quase 30 anos, sem apresentar projetos ou participar de debates relevantes. Tinha prazer em se localizar no baixo clero, mas, sempre rejeitado, nem lá estava entre iguais. Sempre ocupou gabinetes recheados de assessores da mesma extração exibida pelos filhos, inclusive com nomes intercambiáveis entre os Bolsonaros em diferentes níveis de governo.

Uma espécie de pacto da rachadinha federativa. Sempre assacou contra a democracia e as instituições em palavras e atos. A lista de influências paternas no comportamento da filharada segue adiante. Ele tem verdadeira devoção aos Estados Unidos e ao seu presidente Trump, a quem se submete de forma humilhante até que, mesmo escorraçado, elogie o desprezo recebido com inequívoco sadomasoquismo. Seu uso das redes sociais é pautado pelo mesmo roteiro de raiva, mentira e financiamento escuso. Ao falar do gasto com auxílio moradia, disse com escárnio e desrespeito que usou a verba para “comer gente”.

Como se sabe, a falha na resolução do conflito edipiano pode gerar tanto problemas na vivência da sexualidade, à custa da infelicidade ou do ressentimento, como fazer com que o processo de identificação se desloque para o polo da repressão. O que pode gerar um sujeito realizado ou um repressor empedernido, incapaz de conviver com a diferença. E, o que é mais grave, com o próprio desejo. São pessoas que sofrem por não ser o que gostariam e por isso atacam aqueles que parecem viver o destino que lhes foi barrado pelo medo.

Bolsonaro, fez tudo para estragar seus filhos e tudo me leva crer que de forma proposital pois é isso que transparece. E ele conseguiu o que queria. Esses, por sua vez, devolveram o péssimo trabalho psicológico paterno com uma admiração aos defeitos mais salientes do genitor.  O pai pode ocupar, no aparelho psíquico do filho, o papel de modelo de identificação como primeiro objeto de desejo, auxiliar ou adversário. Em outras palavras, pode gerar um homem digno ou um canalha.

O Brasil, mais cedo ou mais tarde (espero que o mais rapidamente possível), vai se livrar do Presidente e desse plano maldito desumano e devastador que vai alem de atentar com nossa pátria mas sim brinca descaradamente com os sentimentos das pessoas e isso é inaceitável pois é monstruoso e desumano , seja pelo afastamento de qualquer natureza ou, no mais tardar, pelas urnas.

*Luciano Clementino 

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