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Polícia Caso diplomatas

Filho de Embaixador do Gabão foi "Mais Maltratado" em Abordagem Policial em Ipanema, Afirma Pai

A Corregedoria da PM apura a conduta dos policiais envolvidos na abordagem.

11/07/2024 às 17h01
Por: Elise Ventura
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Reprodução da internet
Reprodução da internet

O embaixador do Gabão, Jacques Michel Moudouté-Bell, prestou depoimento à polícia no dia 7 de julho.

Ele relatou que seu filho de 13 anos foi vítima de "humilhação, violência psicológica e comportamento racial" durante a abordagem de policiais militares em Ipanema, no Rio de Janeiro, no dia 3 de julho.

O embaixador afirmou que seu filho está "abalado psicologicamente" desde o episódio.

Ele também disse que os adolescentes estavam na calçada quando a viatura policial parou e os policiais desembarcaram com armas em punho.

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Segundo o embaixador, os policiais teriam revistado os jovens de forma truculenta, sem apresentar qualquer motivo para a abordagem.

Investigações:

O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Polícia Civil.

A Corregedoria da PM apura a conduta dos policiais envolvidos na abordagem.

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A Polícia Civil investiga se houve crime de racismo.

Sete pessoas já prestaram depoimento sobre o caso, incluindo os dois adolescentes abordados e os três policiais militares.

A delegada Danielle Bullus, da Polícia Civil, solicitou à PM as imagens das câmeras corporais dos policiais envolvidos na abordagem, mas a solicitação ainda não foi atendida.

Reações:

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que houve um "julgamento precipitado" das autoridades federais sobre a abordagem.

Ele disse que os policiais serão punidos se for comprovado que cometeram algum erro, mas que não serão "crucificados".

O Itamaraty não comentou as declarações do governador.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, com muitos internautas condenando a atitude dos policiais.

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A abordagem aconteceu na noite do dia 3 de julho, na Rua Prudente de Moraes, em Ipanema.

Além do filho do embaixador do Gabão, outros três jovens negros, filhos de diplomatas do Canadá e de Burkina Faso, também foram abordados.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da abordagem.

O governo federal exigiu que o Rio de Janeiro faça uma apuração rigorosa do caso e responsabilize os policiais envolvidos.

O caso ainda está em investigação e os detalhes podem ser alterados à medida que novas informações forem surgindo.

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