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Abordagem de PMs a Jovens Negros em Ipanema: Ministra cobra respostas e governador defende PMs

A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) da Polícia Civil do Rio e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investigam o caso.

10/07/2024 às 18h47
Por: Elise Ventura
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Reprodução da internet
Reprodução da internet

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, cobra respostas das investigações sobre a abordagem de PMs a jovens negros filhos de diplomatas em Ipanema.

A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) da Polícia Civil do Rio e a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investigam o caso.

A Corregedoria da Polícia Militar também abriu um inquérito para apurar a ação dos policiais.

Declarações:

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Anielle Franco: "A abordagem desproporcional não pode ser defendida, naturalizada ou associada à palavra segurança."

Cláudio Castro (Governador do RJ): "Houve um julgamento precipitado das autoridades federais." Afirmou ainda que não vai "crucificar" os policiais e que uma investigação apontará o que ocorreu.

Marcelo de Menezes Nogueira (Secretário da PM): "A iniciativa de abordar faz parte do protocolo da atividade policial. Não houve qualquer abordagem seletiva nesse sentido."

Raiana Rondhon (Mãe de um dos adolescentes): "As imagens, os testemunhos e o relato das crianças são claros!! Não há dúvida!! A abordagem foi RACIAL e CRIMINOSA!!"

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Jacques Michel Moudouté-Bell (Embaixador do Gabão no Brasil): "Enviou uma carta ao Itamaraty protestando contra a abordagem, que considerou racista."

Julie-Pascale Moudouté-Bell (Embaixatriz do Gabão): "Como que você vai apontar armas para a cabeça de meninos de 13 anos, como que é isso? A gente confia na Justiça brasileira e a gente quer justiça, só isso."

Um vídeo da abordagem mostra os PMs apontando armas para os jovens.

A família de um dos adolescentes brasileiros denuncia racismo durante a ação.

O Itamaraty e os ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e Cidadania cobram respostas dos investigadores.

O governador do Rio defendeu os PMs e disse que uma investigação apurará o caso.

Acompanhamento:

Aguardam-se os resultados das investigações da Polícia Civil e da Corregedoria da PM.

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As famílias dos jovens aguardam por justiça no caso.

O episódio levanta questões sobre racismo e violência policial no Brasil.

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