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Ministro da Agricultura afirma que Brasil não realizará novos leilões para importar arroz

Carlos Fávaro avalia que preços do arroz voltaram ao normal após período de alta provocado por enchentes no Rio Grande do Sul

03/07/2024 às 12h20 Atualizada em 04/07/2024 às 09h02
Por: Elise Ventura
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Reprodução da internet
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Em entrevista ao Em Ponto, na Globonews, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, declarou nesta quarta-feira (3) que o Brasil não planeja realizar novos leilões para importar arroz no momento. Ele destacou que os preços do alimento já cederam e voltaram aos níveis normais. 

No mês de maio, o governo federal havia anunciado leilões para importar arroz devido às enchentes no Rio Grande do Sul, estado responsável por 70% da produção nacional. Apesar da decisão, associações afirmavam que não havia necessidade de trazer o produto de fora, uma vez que o estado já havia colhido 80% da safra.

Os leilões, no entanto, acabaram sendo cancelados pelo governo por causa de problemas técnicos e financeiros de empresas vencedoras e conflitos de interesses. Após a anulação, o ministro ressaltou que a disponibilidade do governo em comprar arroz importado e a normalização da logística no país fizeram com que os preços do arroz se estabilizassem.

Fávaro ainda ressaltou que a média de preços do arroz tem se mantido em valores aceitáveis, como R$ 20 a R$ 25 o pacote de 5 quilos em algumas regiões do país. Diante desse cenário, ele considera mais plausível monitorar o mercado e estimular a produção nacional do que realizar novos leilões de importação.

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Ainda nesta quarta-feira, o ministro pretende se reunir com a Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul e representantes da indústria para discutir compromissos de estabilidade de preço, logística e frete. Além disso, a Conab e o Ministério do Desenvolvimento Agrário também devem assinar um termo de compromisso sobre os preços do arroz no mercado interno.

A decisão de não realizar novos leilões foi tomada após pressão de produtores rurais e análises que indicam que as perdas na safra de arroz do Rio Grande do Sul não foram significativas, mesmo com as enchentes. O governo federal segue monitorando o mercado e atuando para garantir a estabilidade dos preços do alimento para os consumidores brasileiros.

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