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Presidente Lula defende exploração de petróleo na Margem Equatorial em evento no Rio de Janeiro

Essa iniciativa tem sido alvo de críticas de ambientalistas, que veem na exploração um risco para a biodiversidade local, especialmente na região Amazônica.

12/06/2024 às 13h05
Por: Elise Ventura
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Reprodução da internet
Reprodução da internet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial, nas regiões Norte e Nordeste do país, durante um evento no Rio de Janeiro. Essa iniciativa tem sido alvo de críticas de ambientalistas, que veem na exploração um risco para a biodiversidade local, especialmente na região Amazônica.

Lula ressaltou a importância de realizar a prospecção de forma legal, respeitando o meio ambiente, e destacou que a exploração da Margem Equatorial poderia impulsionar o crescimento do país. A região, que se estende por mais de 2.200 km ao longo da costa entre o Rio Grande do Norte e o Oiapoque, no Amapá, é considerada a mais nova fronteira exploratória brasileira em águas profundas e ultraprofundas.

A Petrobras já anunciou a descoberta de acumulações de petróleo em águas ultraprofundas da Bacia Potiguar, na margem equatorial brasileira, em um poço exploratório chamado Anhangá. No entanto, para ambientalistas, a atividade petrolífera na região pode resultar em possíveis tragédias ambientais que afetariam o território amazônico.

Além disso, Lula ressaltou a importância de discutir a economia considerando também a questão social. Ele enfatizou a necessidade de equilibrar as contas públicas sem comprometer os investimentos necessários para o desenvolvimento do país. O presidente também destacou a importância de receber investimentos para a transição energética e mencionou a realização da COP 30 em 2025, em Belém, como um marco para o Brasil no combate às mudanças climáticas.

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Lula finalizou sua fala destacando que o Brasil busca se desenvolver e não deseja ser apenas um exportador de matérias-primas. Ele ressaltou a necessidade de agregar valor aos recursos minerais estratégicos do país e buscou o apoio de investidores, como a Arábia Saudita, nesse processo de transformação econômica e ambiental.

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